Dançar…

Nas culturas tribais, a dança era a forma que se utilizava para se estabelecer relações entre o mundano e o mundo espiritual, para celebrar e marcar eventos importantes, para integrar o individual e a comunidade, para tentar estabelecer relações entre o mundo humano e o natural e para transformar os mitos em rituais.

Posteriormente a dança começou a ser vista como uma actividade de lazer e entretenimento. Começou por se trabalhar essencialmente ao nível da dança clássica, essencialmente o ballet. Aqui a mímica utilizada pelos bailarinos, através de passos formais servem para representar a realidade.

O nascimento da dança moderna, no início do século vinte, abriu as portas para uma enorme variedade de novas abordagens para a dança e o movimento que desconstruiu as orientações essencialmente clássicas (Oliveira, 2009). Tal como se verificaram grandes evoluções no campo da psicologia e se enfatizou a importância da expressividade humana na sua totalidade, as novas abordagens da dança seguiram a mesma evolução.

Oliveira (2009) refere que ao longo deste desenvolvimento revolucionário, as investigações deram particular relevância à dança/movimento como um poderoso meio da expressão criativa do “eu” como forma de psicoterapia. Os pioneiros deste “movimento” começaram por tentar articular a forma como a dança poderia ser usada no trabalho com o corpo e a mente e explorar as relações entre o movimento expressivo e a psicologia ao serviço da expressividade humana. Os professores de dança focam-se no movimento como forma de promover aprendizagens.

Os primeiros bailarinos modernos, começaram a explorar a forma como o movimento poderia revelar o inconsciente, interpretar o comportamento. Todos os que se dedicaram a estes estudos tentaram rever a dança como uma exploração de sentimentos pessoais e de temas universais (Janher 2001,cit.por Oliveira, 2009).

No início do século vinte, desenvolveram-se métodos para a utilização do movimento e da dança como um processo educativo. Os pioneiros articularam movimento/dança como uma arte ciência, examinando as relações entre estrutura, função e movimento emotivo. Diziam que o movimento/dança era como um processo de aprendizagem criativa através do qual, quem se move, quem dança, pode perceber-se a ele próprio e ao seu mundo tão bem como se exprime. (Halprin, 2003,cit. por Oliveira, 2009).

A Dança é uma forma essencial de expressão e como tal deverá ser utilizada ao nível educativo, terapêutico e expressivo. Se esta for trabalhada ao nível terapêutico estamos no campo da Dançoterapia.

2 responses to “Dançar…

  1. Flaviana serra

    Quero dançae, preciso, sei que é isso!

  2. Muito interessante a dança, adoro e tento trabalha-la com crianças de 4 anos, na prefeitura de SP onde sou professora de educação infantil, mais gostaria de me aprofundar mais teoricamente, vou por instinto e percebo que as crianças recebem e expressam muito bem. No inicio, eles copiavam os meu moviemntos hoje eles criam e incentivam os colegas a fazerem novos movimentos. Muito legal no meu ponto de vista.
    Usei como suportes bastões, tecidos, fitas, bambolês. também movimentar-se ao ritmo da música e ginástica aeróbica. Sempre utilizando os planos baixo, médio e alto. Estou no caminho certo? como definir essas atividades?
    Obrigada

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